Participantes da Campus Party usam rede de 10 Gbps para baixar pirataria
Para que serve a conexão de 10 Gbps à internet disponibilizada para quem participa da Campus Party? Segundo um participante do evento, ele estaria baixando tudo, desde filmes a jogos.
Durante os primeiros dias, a rede de 10 Gbps foi utilizada até mesmo para abrigar um servidor que disponibilizava filmes, jogos e programas de computador, a grande maioria material protegido por leis de direitos autorais.
Um participante afirmou ter iniciado o download de um programa de 46 GB no primeiro dia do evento e, na quarta, já estava com 76% concluído, apesar de não estar no local o tempo todo para continuar o download.
Rede específica para a Campus Party
Além dos “torrents”, que usam rastreadores externos para manter todos conectados e baixando o mesmo arquivo -, existe uma rede compartilhamento específica para a Campus Party. Ela usa o programa de código aberto Direct Connect (DC++), que usa transferências diretas.
A busca de arquivos é coordenada pelo hub, operado por um grupo que exige dos campuseiros um compartilhamento mínimo de 1 GB para permitir a entrada na rede.
A rede chegou a ter pelo menos 900 usuários conectados, pouco menos de um em cada sete participantes da Campus Party.
Os dois usuários com mais arquivos compartilham 15 e 10 TB de dados. Um único terabyte é suficiente para armazenar cerca de mil filmes de duas horas em boa qualidade.
Além de filmes, no entanto, esses usuários compartilham games como “Grand Theft Auto”, música e aplicativos, desde softwares livres como Linux até cópias do Windows e softwares de engenharia como AutoCAD, que chega a custar US$ 4,5 mil.
Banimento
O organizador do evento, Mario Teza, afirmou que a Campus Party tenta orientar os participantes a não compartilharem conteúdo ilegal. Defensor do software livre, Teza afirma que, no evento, há mais “criadores”, pessoas que criam e compartilham conhecimento, do que consumidores de pirataria.
“Orientamos e incentivamos o compratilhamento do conhecimento de quem tem legalmente o direito sobre a obra e sobre o software”, afirma. Segundo ele, cada campuseiro assina um compromisso sobre o uso da conexão antes de poder participar do evento. “Se um campuseiro tiver algum problema em relação as regras, ele fica banido para sempre.”
Do G1

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